DIVULGAR DESAPARECIDOS-UMA LUTA DE TODOS NÓS!

Mais de 200 mil pessoas desaparecem no Brasil por ano,segundo pesquisa realizada pela ONG Movimento Nacional de Direitos Humanos e Ministério da Justiça(dados de setembro/2009).Deste total,crianças e adolescentes representam 5%.Os motivos do desaparecimento podem ser variados:tráfico de seres humanos,rapto de crianças para adoção ilegal,prostituição e exploração sexual infanto-juvenil.Para a polícia,porém,as causas apontadas acima são minoria.Muitos se perdem ou fogem de casa por causa da violência ou alguma deficiência mental.Ajude a diminuir a dor dessas famílias,divulgando fotos de desaparecidos.Uma luta de todos nós!

domingo, 29 de maio de 2011

Projeto Caminho de Volta-O que é

O Projeto Caminho de Volta foi desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em parceria com a Secretaria de Segurança Pública no ano de 2004. Sua finalidade é auxiliar as famílias de crianças ou adolescente desaparecidos por meio das seguintes etapas:
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Tecnologia: criação de bancos de dados e bancos de DNA dos familiares das crianças ou adolescentes desaparecidos elaborados através da análise do DNA do material biológico de uma gota de sangue e um pouco de saliva cedidos pelos familiares. O material será cruzado com o material biológico de toda criança cujo reconhecimento visual seja difícil ou impossível. O cruzamento das informações genéticas entre os bancos de DNA tanto da família quanto da criança ou adolescente possibilita a confirmação dos vínculos de parentesco.
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Apoio Psicológico: disposição de profissionais que auxiliem as famílias a compreender as causas do desaparecimento e a enfrentar a espera de seu retorno. Cerca de 85% dos casos de desaparecimento são fugas de casa e muitas destas fugas são originadas por conflitos familiares e por isso, a família deve ter apoio para entender as razões que levam à fuga.
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Ensino: Capacitação de profissionais para desenvolver a metodologia do Projeto em todo o Estado de São Paulo com apoio dos Departamentos de Polícia Judiciária do Interior das cidades de São José dos Campos – DEINTER 1, Campinas – DEINTER 2, Ribeirão Preto – DEINTER 3, Bauru – DEINTER 4, São José do Rio Preto – DEINTER 5, Santos – DEINTER 6, Sorocaba – DEINTER 7 e Presidente Prudente – DEINTER 8. O Estado do Paraná foi o primeiro a implementar a metodologia do Projeto Caminho de Volta, o programa funcionará no SICRIDE.
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O maior desafio da equipe é que todo o Brasil possa de beneficiar deste serviço.
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Como o Projeto pode ajudar:
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Uma das grandes dificuldades encontradas na tentativa de localização de crianças desaparecidas reside no fato de que o sistema de identificação em vigor no Brasil, não exige ou prevê que os indivíduos nascidos no país possuam, desde a infância, um registro de identidade, o que só ocorre bem mais tarde, normalmente no final da adolescência, quando esses indivíduos são civilmente identificados. Não existe ainda, no Estado de São Paulo uma base de dados que nos permita armazenar, ordenar e comparar informações biológicas oriundas de famílias e crianças desaparecidas.
A proposta do Departamento de Medicina Legal, Ética Médica e Medicina Social e do Trabalho, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, através do Centro de Ciências Forense (CENCIFOR) é a elaboração de um sistema destinado a elucidação dos casos de crianças desaparecidas no Estado de São Paulo, baseado no uso de técnicas de Biologia Molecular, Genética e Informática, garantindo um Banco capaz de ser comparado com sistemas vigentes em outros países.
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   Procedimentos

    

MEU FILHO DESAPARECEU-O QUE FAZER

INFORMAÇÕES CONTIDAS NO SITE DO "PROJETO CAMINHO DE VOLTA"-USP-SP:
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http://www.caminhodevolta.fm.usp.br/
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FAÇA O BOLETIM DE OCORRÊNCIA NA DELEGACIA MAIS PRÓXIMA EM SUA CIDADE NO CASO DE DESAPARECIMENTO DE CRIANÇA OU MENOR DE 18 ANOS.
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EM SP,PROCURE A DELEGACIA DE SEU BAIRRO OU A 2° DELEGACIA DE PESSOAS DESAPARECIDAS DO DHPP(DEPARTAMENTO DE HOMICÍDIOS E PROTEÇÃO À PESSOA),À RUA BRIGADEIRO TOBIAS,527-3° andar-LUZ-SP
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SE PREFERIR,FAÇA O BO ONLINE: http://www.ssp.sp.gov.br/bo
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PARA PARTICIPAR DO PROJETO CAMINHO DE VOLTA:
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LEVE O BO DO DESAPARECIMENTO.O ATENDIMENTO É FEITO NA PRÓPRIA 2° DELEGACIA DE PESSOAS DESAPARECIDAS DO DHPP,ATENDIMENTO GRATUITO FEITO POR UM PSICÓLOGO,DAS 9 ÀS 17 hs.
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Mais informações ligue para:
Cencifor – Centro de Ciências Forenses – Tel. (11) 3061-7589
Caminho de Volta - Tel.(11) 3311-3550
DHPP (11) 3311-3262, 3311-3444 ou 3311-3236

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Como agir em caso de desaparecimento

A rapidez e manter a calma são essenciais para o êxito. 
  • Mantenha a calma e aja rapidamente;
  • Olhe em volta, peça ajuda, mantenha alguem no local e  comunique imediatamente a polícia civil.
  • Lembre que agora  a polícia por Lei deverá iniciar as buscas e dar o alerta, imediatamente ao BO.
  • Comente com o policial que lhe atender sobre o Alerta Geral. Por Lei, rodoviárias, aeroportos, polícia rodoviária, devem ser comunicados imediatamente.
  • Deixe alguém no local onde a criança desapareceu, pois ela pode retornar ali.
  • Pergunte a todos na região se viram  alguém com as características da criança.
  • Avise todos os  amigos da criança, seus amigos e parentes, dê um alerta geral.
  • Não  tire nada do lugar em sua casa, deixe tudo como estava até a polícia chegar. Lembre-se que
  • roupas, objetos pessoais, computadores, material escolar, lixo, tudo pode dar indício do paradeiro do seu filho.
  • Pergunte o nome e telefone do investigador designado para o seu caso, guarde em lugar seguro para futuros contatos.
  • Mantenha alguém no telefone de casa, pois a criança ou alguém poderá tentar uma comunicação. Deixe papel e caneta sempre  a mão para  anotações de emergência.
  • Percorra todos os locais onde ela costuma frequentar.
  • Faça tudo isso com uma foto dela em mãos.
  • Avise as pessoas  e a polícia sobre as roupas e objetos pessoais que a criança usava. Marcas, cicatrizes e tatuagens também devem ser lembrados.
  • Faça uma lista com nomes e telefones de todos parentes e amigos e passe para o investigador.  Procure lembrar  se havia pessoas novas na região ou que demosntravam especial interesse  no seu filho.
  • Procure rádios e jornais, dê o alerta!
  • Faça cartazes com a foto do seu filho, espalhe por todos os locais
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FONTE:
https://sites.google.com/a/desaparecidosdobrasil.org/desaparecidos-do-brasil/como-agir-em-caso-de-desaparecimento

Projeto Caminho de Volta-Tecnologia na busca de crianças e adolescentes desaparecidos

Dia 25 de maio de 2011 foi instituido o dia estadual da criança e adolescente desaparecido por meio de decreto assinado pelo governador Geraldo Alckimin. Esse decreto visa a obrigatoriedade de escolas, abrigos, creches, entre outros, a tirarem fotos anuais de crianças e adolescentes para que as mesmas sejam prontamente localizadas em caso de desaparecimento. Neste evento também foi lançado o 2º livro do Projeto Caminho de Volta, Desaparecimento e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes: relatos de pesquisa, de autoria de Gilka J. Figaro Gattás, Claudia Figaro-Garcia e Tatiana Savoia Landini.
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Link para obter o download do livro:
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http://www.caminhodevolta.fm.usp.br/

Mães de desaparecidos pedem cadastro único nacional

Dezenas de mães e parentes de desaparecidos pediram ontem no último dia 25 a criação de um cadastro nacional unificado com informações e dados sobre as pessoas procuradas. Durante protesto, que percorreu as ruas do centro da capital paulista, as famílias expuseram cartazes e fotos de parentes sumidos e manifestaram apoio a um projeto de lei paulista que obriga o estado a unificar informações sobre os desaparecidos.
“A polícia de São Bernardo do Campo não sabe de um boletim de ocorrência feito em Mogi das Cruzes. Com isso, a investigação fica à mercê da boa vontade e caridade de algumas pessoas que têm pena das famílias dos desaparecidos”, diz Elvira Scaquetti, mãe de Sulamita Scaquetti Pinto, 32 anos, desaparecida em 16 setembro de 2010, em São Paulo.
Sulamita desapareceu após deixar de tomar seus remédios para a depressão a pedido de um pastor. A jovem, que tinha compulsão por comer, não foi mais vista depois de iniciar um jejum de sete dias, sugerido pelo religioso. De acordo com sua mãe, as buscas estão sendo feitas pela própria família, quase sem ajuda de órgãos oficiais.
“Você tem a notícia de que viram a sua filha em um terminal de ônibus. A gente corre para lá. Mas a polícia de lá não sabe de nada. Você fala para a polícia e eles pegam um cartaz dela e põem no carro. Isso na era da informática, do grande avanço tecnológico. Isso é desumano”, desabafa.
Na tentativa de aprimorar os sistemas de busca dos desaparecidos em São Paulo, o deputado estadual Hamilton Pereira (PT) apresentou proposta de lei que pretende integrar em uma mesma plataforma as informações das polícias, do Ministério Público, dos conselhos tutelares, de instituições de direitos humanos, hospitais e institutos médicos legais.
“Teremos um banco de dados no estado com todas as características das pessoas desaparecidas e mais um banco de DNA que seria integrado ao Infoseg, o sistema de informações da Secretaria Nacional de Segurança Pública”, diz o deputado.
De acordo com a proposta de lei, nenhuma instituição, hospital psiquiátrico, albergue ou asilo paulista poderá acolher uma pessoa sem antes checar seus documentos e dados sobre residência. Também será proibido sepultar cadáver como indigente sem antes procurar no banco de dados a ser criado, ou fazer exame de DNA.
Na opinião do presidente da Fundação Criança de São Bernardo do Campo (SP) e vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ariel de Castro Alves, os sistemas atuais de busca de desaparecidos são insuficientes para a demanda brasileira. Estão cadastrados pouco mais de 1,2 mil casos.
"O Brasil precisa ter imediatamente um cadastro unificado de crianças e adolescentes desaparecidos. Temos uma rede nacional de busca e de localização de crianças e adolescentes desaparecidos, um site, mantido pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, mas precisamos ir além e criar um cadastro nacional. Esse site e a rede nacional têm apenas 1.237 cadastros de crianças e adolescentes desaparecidas. Isso pouco perto do grande número de pessoas que desaparecem.”
De acordo com Castro, em 2010 não houve cadastro algum de desaparecidos no estado de São Paulo. Segundo ele, há apenas 48 registros de São Paulo refentes a outros anos, no total de 1.237. Dados oficiais apontam a estimativa de que 200 mil pessoas desaparecem todos os anos no Brasil. Em média, 15% jamais são encontradas. Do total de desaparecidos, 20% são crianças e adolescentes.
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FONTE:
http://www.jornalbrasil.com.br/interna.php?autonum=24958

domingo, 22 de maio de 2011

ADOLFO HENRIQUE KUHNERT,OTTO SPIESS


Desaparecido há dez anos, menino Léo é sepultado

FONTE:http://www.divulgandodesaparecidos.org/imprensa/
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Chegou ao fim, na tarde de ontem (20), um dos casos de desaparecimento mais longos registrados no Paraná. Numa cerimônia íntima e marcada pela emoção, familiares e amigos puderam velar por algumas horas o corpo do pequeno Leonardo de Mello e Silva, o Léo, 3, ? que desapareceu há mais de dez anos do Parque 1º de Maio em Umuarama. Em 2006, uma ossada que podia se tratar de Léo foi encontrada, porém, um exame de DNA que tardou seis anos para ser concluído chegou às mãos da família somente no mês passado, e confirmou que se tratava mesmo do garoto. Com a chegada do laudo, a polícia encerra a investigação do desaparecimento do garoto e inicia agora outra fase ao caso. A pergunta dos investigadores é o que teria causado sua morte.
O corpo do menino chegou a uma das capelas do Cemitério Municipal por volta das 14h, onde foi velado até 16h. A cerimônia contou com a presença de familiares e conhecidos que oraram e fizeram homenagens a Léo. Num culto, um pastor tentou trazer conforto à família e aos amigos que se emocionaram durante um discurso da mãe de Léo. Em sua despedida, Leonice Furtado de Mello Silva confessou aos presentes que estava aliviada, visto que sabia que Léo estava com Deus.
Após as despedidas, o corpo de Léo foi enterrado na sepultura de sua família sob aplausos.
O caso do menino Léo, como ficou conhecido é envolto em mistérios e perguntas ainda não respondidas. Segundo inquérito instaurado pela polícia há dez anos, o menino saiu de casa cedo para brincar com os amigos na rua dos Vigilantes no Jardim 1º de Maio. Próximo ao horário do almoço, a mãe foi chamá-lo, mas ele já havia desaparecido. Nos dias, meses e até anos que se seguiram, moradores e amigos da família organizaram mutirões para procurar o garoto, mas nunca o encontraram. Durante as investigações alguns supostos responsáveis pelo desaparecimento foram detidos, mas nada pôde ser comprovado.
As últimas informações obtidas sobre o desaparecimento davam conta de que Leonardo havia sido visto na região de fronteira do Brasil com a Argentina, sequestrado por caminhoneiros que passavam por Umuarama. A informação também não foi confirmada.
O quebra-cabeças do caso começou a ser montado quando uma ossada foi encontrada por trabalhadores rurais em 03 de maio de 2006, num sítio na saída para Maria Helena. Na ocasião, o perito Dimas Castilho confidenciou à reportagem do Ilustrado que os ossos tinham características de uma criança com o porte de Leonardo. "Quando o menino desapareceu, ele tinha 3 anos e 8 meses. Os ossos encontrados são compatíveis ao de uma criança dessa idade. No entanto, só o exame mitocondrial poderá confirmar tais suspeitas", dizia.
Uma parte do material junto a uma amostra de sangue da mãe do menino foi enviada ao Instituto de Criminalística, em Curitiba onde permaneceu por um ano. O material retornou para a 7ª Subdivisão Policial (7ª SDP) devido a incapacidade do laboratório em avaliá-lo. "Eles nos disseram que não poderiam emitir um pronunciamento preciso sobre as amostras. Então as enviamos para o laboratório da Polícia Federal em Porto Alegre (RS), para tentar buscar a identidade da vítima e seu sexo", informou Castilho.
As amostras permaneceram no local durante cinco anos. A espera pelo diagnóstico só fez alimentar as esperanças da família e travou o inquérito policial, que continuou as buscar por um Leonardo vivo.
 

Investigações sobre a morte de Léo começam na 7ª SDP
Durante dez anos, o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (SICRIDE) de Curitiba esteve à frente do caso, procurando pelo garoto vivo. Com a comprovação da morte de Léo, o Sicride deixa o caso e a 7ª Subdivisão Policial (7ª SDP) de Umuarama deve assumi-lo a procura do que provocou a morte do garoto.
"O Sicride não investiga homicídios. A partir do momento que foi encontrada uma ossada e, o teste de DNA deu positivo o caso passa ser investigado pela delegacia da cidade", informou o investigador do Sicride, Marcos Grafia em entrevista por telefone ao Ilustrado na tarde de ontem.
O delegado-chefe da 7ª SDP, Pedro Lucena revelou estar a par do caso, que começa a ser investigado nos próximos dias. "Eu tenho conhecimento do caso e já estamos levantando dados do inquérito que estava no Sicride e agora vai retornar para a 7ª SDP. Nos próximos dias vamos levantar esses dados e iniciaremos imediatamente as investigações", anunciou Lucena.

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Fonte: http://www.ilustrado.com.br/2011/ExibeNoticia.aspx?Not=Desaparecido%20h%C3%A1%20dez%20anos,%20menino%20L%C3%A9o%20%C3%A9%20sepultado&NotID=3698



terça-feira, 17 de maio de 2011

18 de maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

Enfrentamento ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

O abuso e a violência sexual contra crianças e adolescentes é um crime que muitas vezes ocorre dentro de casa ou de forma clandestina. A falta de informações, somada a dificuldade de identificação impedem a denuncia. Com isso, o combate a esta violação dos direitos humanos torna-se complexo. 


Tipos de violência
A violência doméstica contra crianças e adolescentes pode ser classificada por cinco tipos:
- Negligência 
- Abandono 
- Violência psicológica 
- Violência física 
- Violência sexual

– O ato de omissão do responsável pela criança ou adolescente em atender as necessidades básicas para o desenvolvimento sadio. Pode-se considerar desde o descuido com a alimentação e higiene e/ou falta de apoio psicológico e emocional.
Se parece muito com a negligência, mas é classificado por dois tipos: parcial ou total.
- Parcial - Trata-se da ausência temporária dos pais ou responsáveis que expõe a criança ou adolescente a situações de risco.
- Total - Afastamento do grupo familiar no qual as crianças e adolescentes ficam sem moradia e qualquer forma de atenção por parte da mesma, colocando-as em situação se risco
Muito freqüente, mas difícil de ser identificada, ocorre por meio de palavras e ações que amedrontam ou envergonham a criança ou adolescente de maneira permanente. Pode gerar graves danos no desenvolvimento emocional e físico.
Geralmente o adulto responsável pela criança ou adolescente é o agressor. Este tipo de violência pode ou não deixar marcas evidentes e em casos extremos causar a morte.
É a pratica sexual sem o consentimento da vítima que muitas vezes ainda nem dispõe de idade para entender o que está acontecendo. Subdivido em várias formas pode ocorrer com ou sem contato físico ( assédio sexual, abuso sexual verbal, telefonemas obscenos, exibicionismo, voyeurismo, pornografia e abuso sexual contato físico)
Grave violência e violação dos direitos humanos da criança ou adolescente pode ocorrer de forma intrafamiliar, extrafamiliar ou exploração comercial sexual.
Exploração Sexual Comercial
É uma forma de violência sexual contra crianças e adolescentes, que se expressa pelo uso do corpo numa relação de poder e sexo, que beneficia alguém (na maioria dos casos um adulto) e visa a obtenção tanto de lucro, quanto de prazer por pessoas maiores. A criança é tratada como objeto sexual e mercadoria. E acontece através da prostituição infantil, da pornografia infantil, do tráfico de crianças e do turismo sexual.
Sinais que ajudam a identificar
A mudança repentina de comportamento da criança ou adolescente pode indicar uma situação de violência sexual. Os sinais emocionais, ao contrário dos físicos, são mais difíceis de serem identificados, por isso é preciso estar atento.
Indicadores físicos
Indicadores de comportamento
- Dificuldade em caminhar e dormir
- Dores ou inchaços nas áreas genitais ou anais
- Lesões e sangramentos sem outras causas aparentes
- Doenças sexualmente transmissíveis
- Secreções vaginais ou penianas
- Dificuldade em controlar a bexiga e o intestino
- Infecção urinária
- Comportamento sexual inadequado para sua idadeVergonha excessiva
- Machucar a si mesma ( auto flagelação)Fugas de casa e medo de retornar
- Faltas freqüentes à escolaHiperativa ou quieta demais
- Age como criança mais novaMasturbação excessiva
- Choros sem causa aparente
- Rebeldia excessiva
Conseqüências do Abuso Sexual
Crianças e adolescentes vítimas do abuso sexual podem ter uma visão muito diferente do mundo, ao contrário daquelas que cresceram em um ambiente familiar, amoroso e protetor.
Meninos e meninas vítimas, sentem-se traídos e têm dificuldade em confiar nas pessoas ao seu redor. Com isso podem ter graves problemas de relacionamento social e sexual quando adulto
Conseqüência do Abuso Sexual para a criança 
Conseqüência do Abuso Sexual para a sociedade

- Sentimento de culpa e vergonha
- Sentimento de ser má, suja e de pouco valor
- Perda de confiança em outras pessoas
- Medo constante de sofrer novo abuso
- Depressão
- Na vida adulta: dificuldades de relacionamento social e de conquistas profissionais, impotência sexual e frigidez, depressão,suicídio.

Como a maioria dos casos não são denunciados, os agressores não são punidos. Com isso podem praticar mais crimes
Sentinela
No MDS, o Sentinela atua no combate ao abuso ou violência sexual contra estas crianças e adolescentes. Através de uma série de ações sociais especializadas, o programa visa garantir os direitos fundamentais da vida, assim como o fortalecimento da auto-estima e o restabelecimento da convivência familiar.
Como funciona
Sua atuação ocorre por intermédio de Centros ou Serviços de Referência que são espaços onde as ações do Sentinela são desenvolvidas, tais como abordagem educativa, atendimento multiprofissional especializado, apoio psicossocial e jurídico, acompanhamento permanente, abrigamento por 24 horas (quando for o caso) e oferta de retaguarda ao sistema de garantia de direitos.

Fonte: http://www.mds.gov.br/servicos/servico06.asp



Abuso Sexual: Pedofilia, Estupro, Assédio e Exploração Sexual

A Violência Sexual Como Doença

Existem quatro categorias distintas de abuso sexual:
Em todas elas, existe necessidade de tratamento tanto dos abusadores, quanto das vítimas. Não é raro ocorrer que a vítima torne-se um abusador no futuro.

Pedofilia (Abuso de Menores, Incesto, Molestação de Menores)
 
A Pedofilia é um transtorno parafílico, onde a pessoa apresenta fantasia e excitação sexual intensa com crianças pré-púberes, efetivando na prática tais urgências, com sentimentos de angústia e sofrimento. O abusador tem no mínimo 16 anos de idade e é pelo menos 5 anos mais velho que a vítima.
O abuso ocorre em todas as classes sociais, raças e níveis educacionais.
A grande maioria de abusadores é de homens, mas suspeita-se que os casos de mães abusadoras sejam sub-diagnosticados.
Existem 4 faixas etárias de abusadores:
  • jovens até 18 anos de idade, que aprendem sexo com suas vítimas,
  • adultos de 35 a 45 anos de idade que molestam seus filhos ou os de seus amigos ou vizinhos,
  • pessoas com mais de 55 anos de idade que sofreram algum estresse ou alguma perda por morte ou separação, ou mesmo com alguma doença que afete o Sistema Nervoso Central,
  • e aqueles que não importa a idade, ou seja, aqueles que sempre foram abusadores por toda uma vida.
O sexo praticado com crianças geralmente é oro-genital, sendo menos freqüente o contato gênito-genital ou gênito-anal.
As causas do abuso são variáveis. O molestador geralmente justifica seus atos, racionalizando que está ofertando oportunidades à criança de desenvolver-se no sexo, ser especial e saudável, inclusive praticando sexo com a permissão desta. Pode envolver-se afetivamente e não ter qualquer noção de limites entre papéis ou de diferenças de idade.
Quando ocorre dentro do seio familiar (o abusador é o pai ou padrasto, por exemplo), o processo é bastante complicado. Normalmente interna-se a criança para sua proteção, e toda uma equipe trabalha com o clareamento da situação. Por vezes, a criança é também espancada e deve ser tratada fisicamente. A família se divide entre os que acusam o abusador e os que acusam a vítima, culpando esta última pela participação e provocação do abuso. O tratamento, então, é inicialmente direcionado para a intervenção em crise. Depois, tanto a criança, quanto o abusador e a família devem ser tratados a longo prazo.
Devido ao fato de abuso de menores ser um crime, o tratamento do abusador torna-se mais difícil.

As conseqüências emocionais para a criança são bastante graves, tornando-as inseguras, culpadas, deprimidas, com problemas sexuais e problemas nos relacionamentos íntimos na vida adulta.
Estupro (Violência ou Violação Sexual, Ataque Sexual)

O Estupro é definido como o ato físico de atacar outra pessoa e forçá-la a praticar sexo sem seu consentimento. Pode ser um ataque homossexual ou heterossexual, estando a pessoa consciente ou não (sob efeito de drogas ou em coma).
Geralmente o estuprador é homem e tem sentimentos odiosos em relação às mulheres, sentimentos de inadequação e insegurança em relação a sua performance sexual. Pode apresentar desvios sexuais como o sadismo ou anormalidades genéticas com tendências à agressividade.
A vítima normalmente é estigmatizada, havendo uma tendência social de acusá-la direta ou indiretamente por ter provocado o estupro. Sente-se impotente até mesmo em delatar o estuprador, que muitas vezes é alguém já conhecido, sentindo-se muito culpada e temerosa de represálias. Muitas vezes, pode sentir que o estupro não foi um estupro, que foi uma atitude permitida por ela e de sua responsabilidade. Tal atitude dificulta o delato do crime. Os sentimentos de baixo auto-estima, culpa, vergonha, temor (fobias), tristeza e desmotivação são comuns. A ideação suicida também pode piorar o quadro. São comuns sintomas similares ao Estresse Pós-Traumático (Transtorno de Ansiedade comum em soldados pós guerra).
O tratamento da vítima consiste em conscientizá-la de que o estupro foi um ataque sexual, um crime, envolvendo pessoa conhecida ou mesmo uma pessoa desconhecida com a qual a vítima possa ter marcado um encontro às escuras.
Assédio Sexual (Molestamento, Coação Sexual)
 

O Assédio Sexual inclui uma aproximação sexual não-benvinda, uma solicitação de favores sexuais ou qualquer conduta física ou verbal de natureza sexual.
Existem leis que protegem as pessoas de preconceitos sexuais, tomando-se por base tais situações.
Existem dois tipos de molestamento:
  • quando existe uma pressão sobre a vítima para esta prestar algum favor sexual ou se submeter de alguma forma por estar hierarquicamente abaixo ao molestador,
  • quando há uma pressão para a vítima sentir-se em um ambiente desagradável por ser de seu sexo específico. Por exemplo, uma mulher ser hostilizada ou não-benvinda por ser uma mulher em um determinado ambiente de trabalho, fazendo com que se sinta tão mal a ponto de ter de abandonar o emprego ou permanecer nele com sofrimento.
O tratamento para essas vítimas consiste em ajudá-las a tomar medidas legais contra o molestador, treinando-as para identificar quando estão sendo submetidas a esse tipo de abuso.

Exploração Sexual Profissional
A Exploração Sexual Profissional ocorre quando há algum tipo de envolvimento sexual (ou intimidade) entre uma pessoa que está prestando algum serviço (de confiança e com algum poder delegado) e um indivíduo que procurou a sua ajuda profissional.
Pode ocorrer em todos os relacionamentos profissionais nos quais haja algum tipo de poder de um indivíduo sobre o outro (assimetria). Exemplos são relações como a do médico-paciente, psicólogo-paciente, advogado-cliente, professor-aluno e clérigo-paroquiano.
Restrições à intimidade sexual entre profissionais da área médica e pacientes são já citadas no juramento de Hipócrates, que data quatrocentos anos antes de Cristo, proibindo esse tipo de atividade sexual. Atualmente, tanto o código de ética médica como o código dos psicólogos postulam os mesmos princípios, considerando seríssimos os danos causados ao paciente.
É sempre muito difícil tratar um paciente que foi explorado por um médico ou terapeuta. Há uma incapacidade da vítima para confiar novamente, impossibilitando a aliança terapêutica, extremamente necessária para desenvolver o relacionamento saudável médico-paciente e a obtenção de sucesso no tratamento.
O profissional abusador também enfrenta muitas dificuldades no seu próprio tratamento. Geralmente busca ajuda somente quando foi delatado e indiciado. Existem ainda poucos serviços especializados e direcionados ao tratamento dessas situações.
fonte:  http://www.abcdocorposalutar.com.br/artigo.php?codArt=97





Dados Estatísticos
ConseaDireiros HumanosTrabalho Infantil
Drogas entre jovensIDHViolência contra criança
Drogas / TabacoInflação BHPesquisa de Emprego
Exploração SexualResultados do PEQ/MG
EXPLORAÇÃO SEXUAL
Dados sobre a realidade ainda são inexatos. Especialistas afirmam que a subnotificação é decorrente do constrangimento das vítimas.
De acordo com pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 97,2% dos casos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, o abusador é alguém com quem a vítima convive, como o pai, padrastro, tios e avôs. A grande incidência de casos no espaço intrafamiliar mostra que o problema acontece no espaço velado do lar. Em Minas, a situação não é diferente.
Quando se trata de exploração sexual, os números também são assustadores. Uma pesquisa de 2000, da Unimontes, mostra que há cerca de 5.000 crianças envolvidas com a exploração sexual na região Norte e Vale do Jequitinhonha. A pesquisa indicou também que 1.619 mulheres que estavam na prostituição foram exploradas quando eram adolescentes.

Exploração sexual em números
Vale do Jequitinhonha e Norte de Minas
74,8% das meninas são pardas e negras
83,2% não estavam estudando
64,1% deixariam os programas sexuais se tivessem outra atividade remunerada
Os valores dos programas variam de R$3 a R$180
A maioria (34,3%) recebe R$10
32,4% gastam o que ganha com o sustento da família
48,9% com gastos pessoais
45,9% se tornaram vítimas da exploração sexual devido a dificuldades financeiras
Belo Horizonte
45,6% têm o primeiro grau incompleto
0,3% tem o terceiro grau completo
36,8% já fizeram de dois a três abortos
55,1% são brancas
62,8% já utilizavam bebidas alcoólicas
35,8% já pensaram em suicídio
Fonte: Relatório de pesquisa Prostituição Infanto-Juvenil no Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha realizada pelo Instituto da Criança e do Adolescente (ICA) da PUC Minas

fonte: http://www.conedh.mg.gov.br/principal/dados/exploracao.html




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FONTE:
http://www.direitos.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=730&Itemid=2

DIA NACIONAL DE COMBATE AO ABUSO E À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES

IZABELLA BRAMBILA LUCENA DE CASTRO

sexta-feira, 13 de maio de 2011

De acordo com dados da CPI da Pedofilia (Senado), o Código Penal estabelece:

Crime de estupro: que é a relação sexual (vaginal) mediante violência (artigo 213 do Código Penal – pena de seis a 10 anos de reclusão).
 

Crime de atentado violento ao pudor: que é a prática de outros atos sexuais (por exemplo, sexo oral ou anal) mediante violência (artigo 214 do Código Penal – pena de seis a 10 anos de reclusão).
 

Crime de corrupção de menores: que é, de fato, corromper ou facilitar a corrupção – roubando a inocência – de adolescente entre 14 e 18 anos, praticando com ele ato de libidinagem, ou induzindo-a a praticá-lo ou presenciá-lo (artigo 218 do Código Penal – pena de um a quatro anos de reclusão). Todos estes crimes, quando praticados contra criança, têm a pena agravada (artigo 61, II, h, do Código Penal).
 

Conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente:Crime de pornografia infantil: é a produção ou a participação em pornografia envolvendo criança ou adolescente (artigo 240 do Estatuto da

Criança e do Adolescente – pena de dois a oito anos de reclusão);Crime de divulgação de pornografia infantil: é a publicação, por qualquer meio (inclusive internet) de pornografia envolvendo criança ou adolescente (artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente – pena de dois a oito anos de reclusão).Crime de prostituição infantil: é o ato de submeter criança ou adolescente à exploração sexual (artigo 244-A do Estatuto da Criança e do Adolescente – pena de quatro a 10 anos de reclusão)