DIVULGAR DESAPARECIDOS-UMA LUTA DE TODOS NÓS!

Mais de 200 mil pessoas desaparecem no Brasil por ano,segundo pesquisa realizada pela ONG Movimento Nacional de Direitos Humanos e Ministério da Justiça(dados de setembro/2009).Deste total,crianças e adolescentes representam 5%.Os motivos do desaparecimento podem ser variados:tráfico de seres humanos,rapto de crianças para adoção ilegal,prostituição e exploração sexual infanto-juvenil.Para a polícia,porém,as causas apontadas acima são minoria.Muitos se perdem ou fogem de casa por causa da violência ou alguma deficiência mental.Ajude a diminuir a dor dessas famílias,divulgando fotos de desaparecidos.Uma luta de todos nós!

sábado, 31 de agosto de 2013

Sumiço de mãe e filha faz polícia francesa reabrir caso de brasileira

A Justiça francesa reabriu as investigações sobre o desaparecimento de uma brasileira no sul da França, em 2004, após o sumiço recente de uma mãe e sua filha em circunstâncias similares na cidade de Perpignan.
O caso também envolve uma mesma pessoa que teria visto as mulheres com vida pela última vez: um soldado da Legião Estrangeira.
Marie-Josée Benitez e sua filha Allison, chamadas pela imprensa de 'desaparecidas de Perpignan', não deram mais sinal de vida desde 14 de julho.
O legionário Francisco Benitez, marido de Marie-Josée e pai de Allison, se enforcou em agosto na caserna onde trabalhava, após ter gravado um vídeo, divulgado no site da revista Paris Match, no qual afirmava sua inocência no desaparecimento de sua esposa e filha.
A brasileira Simone de Oliveira Alves, nascida em Santana, no Amapá, foi amante de Benitez durante vários anos.
Ela residia em Nîmes, no sul da França, com seus quatro filhos (de união anterior) quando desapareceu, em novembro de 2004, aos 28 anos. Ela trabalhava como garçonete em um bar.
Sua ficha na lista de pessoas desaparecidas, elaborada pela polícia francesa, diz que Alves 'não foi mais vista depois de pegar algumas roupas em sua casa e ter deixado seus filhos sob os cuidados de outra pessoa'.
Segundo investigadores ouvidos pela imprensa francesa, Benitez, também chamado de 'Paco', teria sido a última pessoa a ver a brasileira e também sua esposa e filha.
Após a ampla repercussão do caso das 'desaparecidas de Perpignan', familiares de Alves que residem na França e na Guiana Francesa e seu ex-marido, também legionário, viram o nome e a foto de Benitez nos jornais e alertaram as autoridades policiais.
A família de Alves havia prestado queixa na época contra o legionário. Benitez foi interrogado sobre o desaparecimento da brasileira, mas sua carreira considerada exemplar na Legião Estrangeira evitou que houvesse suspeitas.
Os familiares de Alves alertaram as autoridades sobre as semelhanças nas circunstâncias dos desaparecimentos e o fato de que Benitez era um elemento comum nas duas histórias.
A Justiça de Nîmes decidiu reabrir as investigações sobre o desaparecimento da brasileira, que haviam sido encerradas em 2007, anunciou o procurador Éric Emmanuelidis. A partir disso, os investigadores passaram a privilegiar a hipótese de crime nos dois desaparecimentos.
Em ambos os casos, Benitez não alertou a polícia. Ele afirmou, tanto em relação à brasileira, em 2004, quanto à sua esposa, que haviam brigado e que considerava normal que elas não dessem notícias.
O último sinal de vida dado pela brasileira, segundo os investigadores, foi um torpedo enviado a Benitez onde ela anunciava que iria embora de Nîmes.
Sua esposa também teria enviado um torpedo a uma filha (de outro casamento) informando que se mudaria para Toulouse, nas proximidades de Perpignan.
Os telefones pertenciam às desaparecidas, mas não há provas de que elas tenham escrito as mensagens.
Nos dois casos, nenhuma ligação telefônica ou movimentação bancária foi realizada após o envio desses torpedos.
Congelador
A hipótese de crime no caso de Perpignan foi reforçada na segunda-feira, após a revelação, segundo o canal de TV France 3, de que o DNA da esposa e da filha foram encontrados em um congelador que pertencia a Benitez e também em uma máquina de lavar roupa na caserna onde ele trabalhava.
Mas segundo investigadores, ainda não é possível excluir a possibilidade de que o DNA da esposa e da filha encontrado no congelador seja decorrente da utilização normal do aparelho.
A polícia informa que essas descobertas ainda precisam ser analisadas antes de se tirar conclusões definitivas.
Familiares da brasileira afirmaram à imprensa francesa que ela 'nunca teria abandonado seus quatro filhos' e que a polícia 'não fez seu trabalho' na época do desaparecimento de Alves.
Eles também criticam o fato de Benitez ter sido deixado em liberdade após ter sido interrogado no caso de sua esposa e filha. Isso, segundo eles, teria evitado que ele se suicidasse.
'A retomada das investigações nos dá esperança de encontrar finalmente uma resposta para essa tão longa ausência', disse a uma TV francesa regional Felipe de Oliveira Alves, irmão de Simone, que mora na Guiana Francesa.

Cruz Vermelha Portuguesa recebe 50 pedidos por ano para encontrar desaparecidos

Cruz Vermelha Portuguesa recebe 50 pedidos por ano para encontrar desaparecidos

A Cruz Vermelha Portuguesa recebe 50 novos pedidos por ano para localizar pessoas desaparecidas em situações de conflito armado ou catástrofe natural, principalmente originárias de países como Guiné Conacri, Serra Leoa ou Afeganistão, disse hoje uma responsável da instituição.

"Temos, neste momento, cerca de 1.500 processos abertos, ou sejam, [aqueles] em que estamos activamente a procurar" desaparecidos, em Portugal ou no mundo, através da rede da organização, avançou à agência Lusa a coordenadora do serviço de Restabelecimento dos Laços Familiares da Cruz Vermelha Portuguesa.
Diana Araújo falava à agência Lusa a propósito do Dia Internacional dos Desaparecidos que hoje se assinala e pretende chamar a atenção para o desaparecimento de pessoas, na sequência de conflitos armados ou desastres naturais, mas também para as suas famílias.
"A Cruz Vermelha Portuguesa regista anualmente no seu serviço de restabelecimento de laços familiares 50 novos casos de pessoas que procuram em Portugal pelos seus familiares ou que estão em Portugal e procuram familiares desaparecidos em outros países", referiu a responsável.
Um terço destes pedidos de localização estão relacionados com conflito armado.
Os pedidos de ajuda recebidos em Portugal vêm principalmente de pessoas originárias de África, nomeadamente Guiné Conacri ou Serra Leoa, muitos dos quais são refugiados que perderam contacto com os seus familiares.
Mas, "também são recebidos pedidos de cidadãos do Afeganistão que procuram os familiares na Europa, sem informação específica de que estejam em Portugal, mas a Cruz Vermelha, presente em vários países, tenta encontrá-los", explicou Diana Araújo.
As prioridades de localização vão para os casos de menores não acompanhados, para os idosos e os doentes.
A coordenadora da entidade salientou que há processos que se prolongam durante anos e podem ser reabertos e deu o exemplo de um caso de reabertura, em 2011, mas que já tem 20 anos, tendo a organização obtido novas informações.
Na próxima semana será lançado um projecto-piloto que procura ter melhores resultados na pesquisa de pessoas desaparecidas na Europa e em que não se sabe qual era o seu destino.
Vai também ser distribuído um manual da Cruz Vermelha de acompanhamento das famílias dos desaparecido se refere que a prioridade principal é encontrar o familiar.
Podem, no entanto, existir outras necessidades das famílias dos desaparecidos na área psico-social, financeira ou jurídica, relacionadas com heranças, propriedade, estado civil ou até mesmo a custódia de filhos.
"A Cruz Vermelha Portuguesa está a analisar o manual para fazer uma avaliação das necessidades das famílias dos desaparecidos e para perceber se podem existir outras actividades a desenvolver além de procurar a pessoa desaparecida", avançou Diana Araújo.

Mais de 85.000 desaparecidos na Colômbia desde as primeiras décadas do século XX

O documento, revelado pelo Instituto de Medicina Legal quando se assinalou o Dia Internacional do Desaparecido, refere que 20.042 pessoas foram supostamente vítimas de desaparecimento forçado e que entre elas 366 apareceram vivas mais tarde, 818 foram encontradas mortas e das restantes não há informações.
Nos registos contam-se ainda outros 65.668 desaparecimentos atribuídos a delitos como o sequestro ou outras ações.

ONGs denunciam falta de ação dos governos no Dia Internacional dos Desaparecidos


30 de agosto é o Dia Internacional dos Desaparecidos - data instituída pela Federação Latino-americana de Associações das Famílias dos Detidos Desaparecidos (Fedefam) e apoiada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a instituição, há quase 205 mil presos desaparecidos na América Latina, entre os quais entre 10 mil e 20 mil seriam brasileiros – um número que se estima que seja muito maior, de acordo com o grupo Tortura Nunca Mais.

O assessor de direitos humanos da ONG Anistia Internacional do Brasil, Maurício Santoro, há uma grande omissão das autoridades brasileiras sobre a questão dos desaparecimentos. Ele explica que no Brasil o problema vem sendo muito discutido devido ao caso do pedreiro Amarildo de Souza. Morador da favela da Rocinha, ele foi visto pela última vez no dia 14 de julho na companhia dos agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).
A presidente do grupo Tortura Nunca Mais, Victoria Grabois, perdeu o pai, o irmão e o marido na Guerrilha do Araguaia, nos anos 70, no auge da ditadura Militar no Brasil. Ela contou à nossa reportagem sobre da dificuldade da justiça do país para cumprir da sentença que exige a identificação e a revelação das circunstâncias das mortes de 69 guerrilheiros.
O fenômeno dos desaparecimentos forçados é mundial e um sério problema para governos no mundo inteiro. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) em Genebra denuncia a falta de interesse dos países em tratar da questão. Por isso, como explica o chefe da delegação regional da organização no Brasil, Felipe Donoso, é importante lembrar o dia 30 de agosto como uma luta constante de milhares de famílias e organizações de todo mundo na busca de desaparecidos.

fonte>>http://www.portugues.rfi.fr/geral/20130830-organizacoes-denunciam-falta-de-acao-dos-governos-no-dia-internacional-dos-desapareci
*

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Prêmio CONIP 2013: Projeto de identificação de pessoas desaparecidas é o vencedor

O projeto de Minas Gerais de criação de inteligência artificial para identificação de pessoas desaparecidas foi o grande vencedor do Prêmio CONIP de Excelência em Inovação na Gestão Pública deste ano. 

Criado pela Cia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais, a iniciativa foi escolhida pelo júri entre outros 15 projetos finalistas de cinco estados brasileiros (SP, PR, AL, RS e MG). No total, foram pouco mais de 45 projetos - de todo o Brasil - inscritos em 2013 para concorrer ao prêmio. 

O anúncio do vencedor foi realizado em cerimônia ontem, durante o encerramento do CONIP (Congresso de Inovação e Informática em Gestão Pública), evento que aconteceu nos dois últimos dias, em São Paulo, e que vai, em 2014, para sua histórica 20ª edição. 

“Se esse projeto, e todos os que foram apresentados aqui, mostram alguma coisa, é que o Brasil tem como melhorar muito, e que para isso acontecer basta que todos olhem menos para as necessidades próprias e mais para as necessidades coletivas”, comentou, emocionado, um dos autores do projeto vencedor, Ladimir Lourenço dos Santos Freitas, gerente da Cia de TI do Estado de MG. 

Embora tenha sido agraciado como destaque do ano (colocação que rende uma viagem custeada pelo ITIP (Instituto de Estudos de Tecnologias para Inovação em Gestão Pública) para curso no exterior, o projeto de identificação de pessoas desaparecidas também levou um troféu na categoria Fortalecimento da Cidadania. 

FONTE>>http://www.pautas.incorporativa.com.br/a-mostra-release.php?id=22260

Especial do site: desaparecidos


Especial do site: desaparecidos


Veja o que foi notícia sobre o assunto esta semana no no Bom Dia Brasil.


O drama de pessoas desaparecidas no Brasil parece crescer a cada dia. São famílias em angústia por uma notícia por meses, às vezes anos. O Bom Dia Brasil desta semana começou com um giro em algumas capitais para saber a situação e terminou com uma história que teve um final feliz: graças às imagens mostradas na TV, a sequestradora de um recém-nascido em Santa Bárbara d'Oeste (SP) foi reconhecida e o menino Gabriel voltou para os braços da mãe. Relembre o que foi notícia:
20/08: Salvador, BH e Rio de Janeiro têm maior número de desaparecidos
Um drama que se multiplica pelo Brasil: são casos de desaparecidos. Só no primeiro semestre, o disque denúncia da Secretaria de Direitos Humanos recebeu mais de 600 casos; 500 só por violência policial.
__________________________________________________________________________
21/08: Pedido de morte presumida feito pela família de Amarildo é negado
Para a Justiça, declaração só é requerida depois de esgotadas as buscas, e que a morte só pode ser presumida quando há certeza do óbito. A declaração permitiria entrar com pedido de pensão contra o estado.
__________________________________________________________________________
22/08: policiais são suspeitos de matar e ocultar cadáver de menino na Bahia
Maicon Braga, de dez anos, sumiu há oito meses, quando brincava em matagal onde PMs procuravam por jovens envolvidos com tráfico de drogas.
__________________________________________________________________________
22/08: Mulher oferece ajuda a adolescente e rouba bebê de menos de um mês
No interior de SP, a polícia investiga o roubo de um recém-nascido dentro de um shopping. Uma mulher que se ofereceu para ajudar a mãe é a principal suspeita do crime. A polícia acredita que a adolescente tenha sido dopada.
___________________________________________________________________________
23/08: Encontrado bebê sequestrado em shopping no interior de SP
Polícia chegou ao endereço depois das denúncias de dois homens que viram as imagens da sequestradora na TV. O recém-nascido já está com a família.


Levantamento mostra que Brasília tem 37 pessoas desaparecidas

Familiares de Antônio Pereira reclamam da falta de informação: sem notícias 
desde 26 de maio (Monique Renne/CB/D.A Press)

Familiares de Antônio Pereira reclamam da falta de informação: sem notícias desde 26 de maio

O Distrito Federal é a unidade da Federação onde há o maior número de pessoas desaparecidas que retornam para os seus lares. Relatório elaborado pelo Ministério da Justiça e atualizado diariamente, entre a virada do milênio até ontem, informa que 262 famílias localizaram parentes que haviam sumido de casa por alguma razão, seja por conflitos domésticos seja por serem vítimas de sequestro. Segundo o estudo, a capital do país aparece em quinto lugar quando a questão é o desaparecimento: o paradeiro de 37 pessoas, entre casos registrados desde 2000, segue um mistério.

Leia mais notícias em Cidades
Um desses é o do auxiliar de serviços gerais Antônio Pereira, 32 anos. A angústia de não saber onde se encontra o morador de Planaltina levou parentes e amigos a fazerem uma passeata em forma de protesto, na manhã de ontem. Eles caminharam por cerca de 14 quilômetros, a partir do Posto Policial do Colorado até o Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT). Ao longo da caminhada, o grupo ergueu cartazes e gritou palavras de ordem. Clamou por providências da Justiça com relação às investigações sobre o sumiço dele.